sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

''Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afecto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue;outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho.. o de mais nada fazer.'' - anónimo


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

É loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou. Entregar todos os teus sonhos porque um deles não se realizou, perder a fé em todas as orações porque uma não foi atendida, desistir de todos os esforços porque um deles fracassou. É loucura condenar todas as amizades porque uma te traiu, descrer de todo amor porque um deles te foi infiel. É loucura jogar fora todas as chances de ser feliz porque uma tentativa não deu certo. Espero que na tua caminhada não cometas estas loucuras. Lembrando que sempre há uma outra chance, uma outra amizade, um outro amor, uma nova força. Para todo fim, um recomeço.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012







"tenho medo de perder algo que nunca tive. sinto falta de um abraço que nunca recebi e ainda sonho em realizar um sonho impossível." 

sábado, 10 de novembro de 2012

coração partido.

olhando hoje para esta fotografia, eu fico a pensar "o que fui para ti durante 15 anos? fui apenas um passatempo de vida? fui "um" alguém que deixas-te passar na tua vida e do nada já não quiseste saber? o que fui e sou para ti?" dói tanto, saber que fui acabei por ser uma pessoa completamente insignificante para ti, custa saber que hoje já não sou nada para ti! onde está todo aquele amor de pai que tu me deste? onde é que está ele? tu já não te lembras de mim. eu já não sou nada para ti, hoje sou uma desconhecida, eu sei que sou. não sabes o que passo todos os dias, não sabes o quanto me sufoca por não saber onde estás. é horrível passar noites em claras sem saber o porquê é que me fazes passar por isto tudo, sem saber o porquê é que foste embora e deixaste-me na miséria. sinto-me uma falhada. sinto-me morta por dentro, desde que foste embora. não sabes a dor que me deixaste, não sabes a ferida que me puseste no corpo. porque me estás a magoar tanto?  porque me estás a fazer sofrer desta maneira? não sabes o ódio que tenho de mim.. sim, de mim, por tudo aquilo que me fazes passar e não te conseguir odiar, mas sim amar. eu carrego o peso do mundo em cima dos meus ombros, eu oiço tudo aquilo que não quero ouvir. eu lembro-me de todas as discussões, parece louco, mas por vezes ainda consigo ouvir todos aqueles gritos na minha cabeça. a que ponto é que nós chegamos? espero silenciosamente uma ligação tua, que me faça ficar mais "calma", espero todos os dias uma carta tua. quando entro naquela casa, faz-me lembrar tudo aquilo que vivi lá dentro, contigo e com a mãe. eu entro lá e vejo aquilo tudo "destruído", aquela casa que antes recebia familiares, que lá se fazia festas, que estava cheia de mobília, hoje está vazia. nem luz, nem água, nem gás, não tem nada.. simplesmente só as recordações. quando olho para as nossas fotos, eu choro de amor e ódio. porquê é que tu tornas-te ser assim? porquê é que não vens atrás de mim, como tua filha? todos os dias, lágrimas escorrem pelos os meus olhos. eu tenho saudades tuas, saudades de me quando me deitavas na cama e me chamavas de "quelinha", de quando éramos ainda uma família unida, de quando íamos de férias, de quando passeávamos . sabes o quanto me custava de te ir meter ao aeroporto à madrugada e voltar para casa sem saber quando vinhas novamente para Portugal, de quando voltava a ver-te. naquela altura, eu era pequena, não tinha bem noção das coisas. deixava-te lá e chorava e chorava, mas depois passava, mas hoje, com 15 anos, já não é assim. eu desta vez eu não sou pequena, não sou mais a menina que era, porque tu foste embora sem deixar rasto, tu deixaste-me. não te preocupas se passou fome ou não, não te preocupas se estou bem ou se estou mal, não te preocupas se tenho um tecto ou não, não te preocupas se estou viva ou se estou morta! eu sei que nos últimos dias que estivemos juntos, sei que nunca fui a melhor pessoa.. a melhor filha e arrependo-me e por mais merdas, por mais mentiras, eu não queria que isto fosse assim, não! eu sinto a tua falta, sinto falta do teu carinho, do teu abraço de pai. eu nunca me imaginei a ficar sem ti, porque tu foste meu pai. tu és a minha ferida e quando tocam nela, dói. dói da pior forma. eu preciso de ti, eu preciso de ti como à 15 anos atrás. podes ter sido a pior pessoa mas como pai foste impecável até teres falhado. não me esqueço do que fizeste por mim aquilo que nunca ninguém teve coragem de o fazer. mas infelizmente, hoje, tudo aquilo que passamos já não voltará acontecer e que eu vou tentando lidar com isso da melhor ou da pior maneira que possa existir. tenho saudades tuas e sempre terei. no fundo, nunca ninguém irá ocupar o teu lugar como pai, independentemente de tudo o que aconteceu. obrigaste-me a crescer demasiado rápido. o meu amor por ti é e sempre será sincero e aquilo que tivemos juntos, permanecerá no meu coração e na minha memória.
até um dia.

"um dia a gente encontra-se por aí. afinal, o mundo é pequeno." 

segunda-feira, 5 de novembro de 2012



" o meu dentista disse-me uma vez que esquecer alguém era como arrancar um dente. quando ele é arrancado, sentes-te aliviado, mas quantas vezes é que passas a língua no espaço onde o dente já esteve? 100 vezes ao dia. só por já não te magoar não quer dizer que deixou de existir. sentes um espaço vazio e por vezes dás por ti a sentir imensa falta dele. vai demorar algum tempo a habituares-te, mas o tempo cura tudo. devias ter ficado com o dente? claro que não, porque causava dor imensa. portanto aprende a largar o que nunca te agarrou* " - anónimo 

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

desabafo.


sei que um dia esta dor vai passar. sei que eu um dia vou esquecer isto ou então irei olhar para trás e nem sequer me importar, mas.. e até lá? vou ficar pelas as lágrimas? pelas as músicas tristes? pelas as lembranças? vou andar com este sofrimento todo? ninguém sabe como me tenho sentido por causa desta mudança repentina? ninguém sabe nem desconfiam a dor que tenho dentro de mim? a ferida que me deixaram? é horrível sentir isto. é horrível sentir que não faço falta a ninguém. são mentiras atrás de mentiras, desilusões atrás de desilusões, falsidade atrás de falsidade. não aguento. a cada dia que passo, vou-me abaixo. dói saber ainda mais que eu sinto-me e estou completamente isolada, sem ninguém por perto. ninguém quer saber. eu já não me conheço. sinto que o lugar do meu coração passou a estar lá uma pedra. não consigo confiar em ninguém, não consigo acreditar em ninguém. já não sei no que me tornei. parte de mim, morreu. já não me encontro. eu não queria que isto acontecesse, não desta maneira e não sei se esta culpa toda é minha, se realmente mereci levar com isto tudo sozinha! é uma dor tão doentia. eu não tenho nada. sinto-me fraca, estou sem forças. são dias cinzentos e noites em claras, olhos vermelhos de tanto choro. estou farta, estou cansada, de mim e de todos! já nem os sorrisos conseguem disfarçar. ninguém ajuda. eu só queria saber: porquê comigo? porquê isto tudo? porquê?! estou farta de perguntas, de dúvidas! preciso de respostas.